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Um dos melhores nacionais que já li, diz crítico literário

29/05/2017

Nas primeiras páginas do livro, li: “O rei puxa sua espada, como que em um rito. A lâmina, ainda fria, tilinta na bainha, serenamente. Ergue-a silvando o aço no ar, bradando em seguida com toda a força de seus pulmões”. Pág. 24.


E

já deduzi que algo grandioso viria. “Monge Guerreiro” foi escrito por Romulo Felippe, fã de história medieval, jornalista, escritor e colecionar de espadas. Seu livro foi baseado em muita pesquisa, viagens e uma dedicação imensa as páginas. Vale destacar o cuidado com a edição do livro. No início de todo capítulo encontramos ilustrações belíssimas feitas à grafite pelo ilustrador JD Burton. A capa é de autoria de A. J. Manzanedo, um dos ilustradores mais famosos da Europa, e agrega ainda mais valor a obra. E quem é o Monge Guerreiro? Um ex cavaleiro templário, que cansado das cruzadas abandona a Ordem e se refugia num mosteiro. Ali, recebe a missão de levar a ponta de lança que furou Jesus Cristo crucificado de Jerusalém à França.

Também encontramos um rei pagão, que fará de tudo para acabar com todos reinos cristões. Passamos pela Europa e Oriente Médio. A história é desvendada pelos olhos de quatro personagens, todas devidamente bem trabalhadas a sua maneira. Isso deixa o leitor apreensivo, pois sabe que no final, todas terão seu desfecho. Essa alternação de histórias chega a ser desesperadora em alguns momentos. Conforme as coisas “caminham” vemos que elas podem não dar muito certo.

E justamente isso me deixou apreensivo, cada vez mais sedento pelo final de cada um. Encontrei um pouco de “As Crônicas de Gelo e Fogo” visto que o livro trás elementos de fantasia, mas a história é mais voltada para o desenvolver dos personagens. Encontrei um pouco de Cornwell também, pois a linha entre ficção e história trabalham juntas no decorrer das páginas. O autor consegue envolver o leitor, na caminhada ao lado do monge encontramos redenção, amor e muitas batalhas. O livro ainda conta com uma nota do autor, explicando a origem de alguns fatos. Demonstrando que além de uma prazerosa história, este ainda trás conhecimento ao leitor


Douglas Nardinho, do Literalmente:

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