fundo parallax

As jornadas templárias nas páginas de um livro

25/11/2016

“As jornadas templárias nas páginas de um livro…”


A

paixão pela Idade Média levou o jornalista capixaba Romulo Felippe, 42, a escrever um livro inspirado a partir de alguns acontecimentos históricos – inserindo nesse processo uma enxurrada de personagens e reinos fictícios. Anos de pesquisa de campo, embrenhando-se em castelos e cidades amuralhadas pela Europa, levaram o escritor capixaba ao lançamento de Monge Guerreiro (Editora Drakkar, 420 páginas). A obra de Fantasia Medieval é situada em meados do século 13 e tem como protagonista o monge ortodoxo Bastian Neville, um ex-cavaleiro da Ordem do Templo que abandonou as linhas de frente das sangrentas batalhas na Terra Santa para buscar sua paz interior em um isolado mosteiro encravado nas montanhas da Grécia. Mas nem mesmo o silêncio do Monte Meteóra dará fim aos pesadelos do francês.

“Idêntico aos templários naquele período negro da Idade Média, Bastian é dócil com os seus irmãos de hábito, porém uma máquina de guerra ao empunhar uma espada. Mais do que um dilema, ele vive um intenso conflito em sua alma. Um combate incessante com seus demônios internos”, destaca o autor.


M

as a chance de remissão do monge bate à sua porta quando é incumbido de levar até a França, para as mãos do lendário rei Luiz IX, a Lança de Longinus (a relíquia romana que traspassou o peito de Jesus Cristo no ato da crucificação).

Segundo Romulo, a intensa jornada de Bastian Neville – que mais uma vez tornará a empunhar sua espada templária, batizada de Viacrucis, viajando ao lado de uma misteriosa guerreira mongol, a princesa Setseg – revela apenas uma parte do livro. “Há muito mais em jogo. Temos outras jornadas em paralelo, em reinos distantes. Todas elas eclodindo em um final épico”, analisa o autor.

São ao menos duas jornadas além da do monge. Uma delas é realizada por cem cavaleiros templários, comandados pelo grão-mestre Christopher Blanche: eles deverão transportar a coroa mais poderosa do mundo, a sagrada Coroa de Espinhos, de Jerusalém até o Reino da França. Os membros da Ordem cavalgam de encontro a Bastian Neville, unindo pela primeira vez em muitos séculos duas das relíquias mais importantes do Cristianismo.

“Entre Bastian e seus antigos irmãos da Ordem do Templo, entretanto, há um rei pagão e nascido com a promessa de reduzir a pó todos os reinos Cristãos: trata-se de Slatan Mondragone, um líder bárbaro e astuto que carrega a maldade até o último fio de cabelo.

Ao lado de seu mentor, o mago Nuray, o Rei Negro (como também é conhecido) sabe que capturar as relíquias será um passo fundamental e profético para suas conquistas”, explica o jornalista e escritor.

O autor ressalta que Monge Guerreiro (os templários eram conhecidos dessa forma, já que tinham uma vida regrada embora combativa) é um relato que, embora ficcional, tenta ser fiel aos costumes do distante ano de 1238. Incluindo alterações climáticas deste período, também pesquisadas pelo escritor. “Descobri, por exemplo, que o fim do inverno de 1238 culminou com um dos verões mais escaldantes daquele século”, destaca .

Romulo Felippe começou a escrever aos 8 anos de idade, quando o pai – pouco tempo depois – o presenteou com uma Olivetti portátil. “Tive que escolher entre a tão sonhada primeira bicicleta e a máquina de escrever. Não pensei duas vezes”, recorda. Aos 12 anos começou a publicar suas primeiras crônicas e poesias nos semanários de Cachoeiro de Itapemirim, sua terra natal. Aos 14 já trabalhava parte do dia como repórter do jornal O Brado, alternando com os estudos. E nunca mais o jornalismo impresso saiu de sua vida, mesmo tendo se aventurado pelo campo televisivo por um ano. Teve passagem por diversos veículos de imprensa e hoje atua com revistas especializadas.


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *